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HQ traz surfista negra com deficiência física como protagonista

HQ traz surfista negra com deficiência física como protagonista

A saga, ambientada em Natal, no Rio Grande do Norte, conta a história de Irene, uma jovem surfista negra que perdeu parte de uma das pernas num ataque de tubarão. Com um clima mais dramático que “As Empoderadas”, título de estreia do selo, a HQ de Milena Azevedo, traz à tona a questão do deficiente físico, numa protagonista que sofre com fantasmas de seu passado e que passará por uma experiência extraordinária ao ser transportada para um mundo paralelo.

A novidade deste quadrinho é que por ter um linguajar próprio dos potiguares, além de diversas gírias do mundo do surf – o próprio título “Haole” significa, entre os surfistas, alguém que pega onda numa praia fora da sua – logo na primeira página, há um glossário para ninguém ficar “boiando” na história.

O selo Pagu Comics foi criado com o intuito de fomentar a produção feminina no gênero e foi anunciado em 08 de março, no Dia Internacional da Mulher. O nome é uma homenagem à poeta Patrícia Galvão, a Pagu, que além de ser uma importante personagem na luta das mulheres, também era cartunista.

A coordenação editorial é da roteirista Ana Recalde, autora de “Beladona”, HQ que ganhou o Troféu HQ Mix como Melhor Web Quadrinho de 2014. Além de “As Empoderadas”, de Germana Viana e “Haole”, mais duas histórias serão lançadas pela Editora Cândido em 2016 dentro do Social Comics, com roteiros criados por Cris Peter e Roberta Araújo.

Além das publicações desta editora, os assinantes também podem conferir quase 2.500 histórias em quadrinhos no formato digital. Para ter acesso a todo acervo, basta assinar o Social Comics por R$ 19,90 por mês. A plataforma digital, lançada em 2015 e pertencente ao Omelete Group, tem o objetivo de fomentar a indústria nacional de Histórias em Quadrinhos, utilizando o mesmo conceito do Netflix, mas para HQs. Os usuários podem testá-la por 14 dias gratuitamente.

Sobre o Social Comics:

O Social Comics é uma plataforma de streaming de quadrinhos com um conceito similar à Netflix, que por um valor mensal de R$ 19,90 disponibiliza quase 2.500 histórias em quadrinhos no formato digital. A empresa nasceu em 2015 com obras antigas e inéditas de autores independentes, além de exemplares das maiores editoras do gênero do país, como a Devir, a JBC, a HQM (que tem os direitos da Valiant no Brasil), a Mythos, a Editora Nemo, a Aleph e a Mauricio de Sousa de Produções, além da Dark Horse Comics, uma das principais editoras dos Estados Unidos. Em novembro de 2015 o Social Comics recebeu um investimento de R$ 2 milhões do Grupo Omelete, que planeja a internacionalização da plataforma para a América Latina e para os Estados Unidos.

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